Gerador de CPF

Gere CPFs fictícios não emitidos para testes sem uso de documentos reais.

Resultado

Clique em "Gerar CPFs" para iniciar.

Como este gerador de CPF funciona

O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é o identificador fiscal da Receita Federal do Brasil. O número tem 11 dígitos: nove formam a base e os dois últimos são dígitos verificadores calculados pela regra oficial do módulo 11, com pesos decrescentes. Na prática, um sistema de cadastro bem escrito confere a máscara (000.000.000-00), rejeita sequências óbvias (111.111.111-11) e recalcula os dois verificadores antes de aceitar o valor.

Esta página gera uma base aleatória de nove dígitos, calcula o primeiro verificador com os pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3 e 2, e o segundo com 11 até 2. Em seguida altera de propósito o último dígito. O resultado passa em validadores “ingênuos” (que só olham formato ou um dígito) e falha em checagem completa. O objetivo é entregar massa de teste segura: útil para QA e prototipação, inútil como documento civil.

Tudo roda no seu navegador. A UTILTOOLS não recebe, não armazena e não reenvia os números gerados. Você pode escolher quantidade (até 50) e formato com ou sem pontuação, copiar a lista e colar em planilha, fixture JSON ou formulário de homologação.

Para que serve (e para que não serve)

Use o gerador quando precisar preencher formulários em ambiente de desenvolvimento, validar máscaras de input, testar importação em lote, montar seeds de banco de dados de teste ou demonstrar um fluxo de onboarding sem usar CPF de pessoas reais. Não use para abrir conta bancária, pedir crédito, cadastrar-se em órgão público, emitir nota, assinar contrato ou qualquer ato que exija identificação legítima.

Gerar ou usar número de CPF de terceiro, ou se passar por outra pessoa, pode configurar crime (falsidade ideológica, estelionato, entre outros, conforme o caso). A distorção deliberada do último dígito existe exatamente para reduzir o risco de alguém tratar o resultado como documento emitido.

Passo a passo

  1. Defina a quantidade de CPFs (1 a 50) no campo correspondente.
  2. Escolha o formato: sem pontuação (só dígitos) ou com máscara 000.000.000-00.
  3. Clique em Gerar CPFs e confira a lista no painel de resultado.
  4. Use Copiar lista para colar em seu ambiente de teste.
  5. No seu sistema, rode também o validador de CPF e compare o comportamento esperado (aqui o último dígito é inválido de propósito).

Limites técnicos

  • Máximo de 50 números por geração, para evitar listas enormes acidentais na área de transferência.
  • Os números são sintéticos e não emitidos; não consulte na Receita como se fossem de alguém.
  • Não há garantia de unicidade global entre sessões — apenas unicidade dentro da lista gerada naquele clique.
  • Não há integração com bases oficiais da Receita Federal, Serasa, SPC ou bureaus de crédito.

Erros comuns em testes com CPF

  • Usar CPF “válido completo” de geradores aleatórios em produção. Produção exige dado real autorizado pelo titular.
  • Validar só a máscara. Aceitar qualquer 11 dígitos com pontuação correta deixa o sistema aberto a lixo e a fraude básica.
  • Aceitar sequências repetidas. 00000000000 e similares devem ser rejeitados explicitamente.
  • Confundir “passa no módulo 11” com “existe na Receita”. Algoritmo correto não equivale a cadastro civil ativo.
  • Colar CPFs de teste em logs de produção. Separe ambientes; evite misturar massa sintética com dados reais de clientes.

Boas práticas para equipes de QA e produto

Documente no README do projeto que os CPFs de fixture são sintéticos. Prefira um conjunto fixo versionado (para testes regressivos) e use este gerador quando precisar de volume adicional. Se o seu validador for estrito (dois dígitos corretos), este gerador vai falhar de propósito — use então fixtures controladas ou um modo de “CPF de teste” interno, nunca documento de terceiros.

Para CNPJ de empresa fictícia, use o gerador de CNPJ. Para conferir um número que você já tem, use o validador de CPF. Em fluxos que também pedem senha temporária, o gerador de senha evita reutilizar senhas pessoais da equipe.

Se o seu produto armazena CPF, trate-o como dado pessoal sob a LGPD: minimize retenção, controle acesso, registre base legal e evite expor o número completo em telas e exports desnecessários. Ferramentas públicas de teste não substituem política interna de privacidade.

Perguntas frequentes

O CPF gerado aqui existe na Receita?

Não. O último dígito é distorcido de propósito. Ele não corresponde a um cadastro civil e não deve ser consultado como se fosse de alguém.

Por que o validador do meu sistema aceita?

Muitos sistemas só conferem máscara e um dígito. O nosso objetivo é exercitar exatamente esse tipo de validação incompleta, sem entregar um CPF “de verdade”.

Os números saem do meu computador?

Não. A geração roda no navegador. Nada do que aparece no resultado é enviado à UTILTOOLS.

Posso usar em produção?

Não. Produção exige dado real autorizado. Isto é massa de teste.

Qual a diferença para o validador?

O gerador cria números sintéticos; o validador só confere a regra matemática de um valor que você cola. São ferramentas complementares.

Por que distorcer o último dígito

Geradores que entregam CPF com módulo 11 perfeito circulam há anos e aumentam o risco de uso indevido. Ao distorcer o último dígito, mantemos utilidade para máscara e para validadores incompletos, mas reduzimos a chance de alguém tratar o número como documento civil. Se o seu teste exige dígitos perfeitos, crie fixtures internas auditáveis — nunca use documento de terceiros.

Em code review, peça para a equipe explicar como o ambiente de teste impede vazamento de massa sintética para produção. Um feature flag “allowSyntheticCpf” só em staging é melhor do que silêncio.